Lixo, quem se lixa? – O bê-á-bá da Política Nacional de Resíduos Sólidos

O CIMPAJEÚ (Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú) informa através de cartinhas educativas a importância do tratamento correto do lixo dentro da Política Nacional de Resíduos Sólidos. O que é lixo? Como lidar com o lixo? De quem é a responsabilidade? Eis algumas  das questões aqui discutidas, a partir da consulta a inúmeras fontes especializadas no assunto, com a colaboração direta e indireta de dezenas de pessoas e de instituições preocupadas com a questão dos resíduos sólidos no Brasil.

O texto oficial da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, menciona mais de vinte vezes o tema dos resíduos sólidos, o que demonstra a sua importância no contexto mundial da sustentabilidade. O Brasil vive um momento muito especial em relação ao tratamento dos seus resíduos sólidos e é neste cenário que uma famosa frase de Lavoisier (Paris, 1743-1794) parece ter sido cunhada para solucionar o desafio: “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

De fato, nada do que consideramos inútil é realmente imprestável. Tudo depende do que é feito com os resíduos. Serão eles misturados sem critério ou faremos uma simples separação entre secos e molhados? Terão uma destinação inconsequente ou aportarão em um mecanismo de desenvolvimento limpo? Nossas escolhas levarão a uma transformação boa ou ruim. O descarte de cada dia poderá  gerar renda e sustentabilidade ou, ao contrário, degradação e miséria. Contribuirá para um planeta sadio ou o levará à destruição.

Então, que escolha faremos?
Tão simples, mas importante decisão é tomada diuturnamente, em cada momento que descartamos aquilo que não nos serve mais. Se o fazemos de modo correto, há matéria-prima para o uso ou para a criação de coisas novas; senão, produz-se o imprestável e destrutível lixo. Responsáveis por isso são os setores público e privado e a população em geral. Cada um de nós, portanto, é senhor dos seus próprios resíduos. E as empresas, os governos, todos, enfim, têm a sua própria responsabilidade pelos restos gerados por suas atividades.